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    Social News

    Austrália quer poder desligar os algoritmos, Apple apresenta um iPhone dobrável e Wimbledon fecha as portas para influenciadores

    Lucie dos Santos Rosa
    Austrália quer poder desligar os algoritmos, Apple apresenta um iPhone dobrável e Wimbledon fecha as portas para influenciadores

    A Austrália propõe uma lei que daria às pessoas a possibilidade de desativar a seleção algorítmica de conteúdo, e o Instagram reagiu na hora com dados sobre a queda de alcance provocada por isso. No evento "Surprise and Shine", a Apple apresentou seu primeiro iPhone dobrável e abriu as pré-vendas. O Instagram Edits agora também permite criar carrosséis, não só Reels. E, em resposta à confusão envolvendo influenciadores no US Open, Wimbledon anunciou que, em 2027, não vai conceder nenhuma credencial especial para criadores de conteúdo.

    Esta semana girou em torno de uma única pergunta: quem realmente controla o que as pessoas veem nas redes sociais e quem é responsável por isso. A Austrália propôs uma lei que daria aos usuários a opção clara entre um feed algorítmico e um cronológico, e o Instagram respondeu defendendo publicamente o algoritmo. Já a Apple mostrou que lançamentos de hardware ainda são capazes de gerar uma onda de atenção em todas as plataformas, mesmo sem ajuda de nenhum algoritmo. O Instagram continua concentrando a criação de conteúdo em um único aplicativo, e Wimbledon deixou claro que a relação dos grandes eventos com os influenciadores está longe de estar resolvida. Nenhuma dessas novidades vai mudar sua estratégia da noite para o dia, mas todas merecem alguns minutos de atenção.

    Austrália quer dar às pessoas um botão para desligar o algoritmo, Instagram alerta sobre queda no alcance

    No dia 8 de setembro, o governo australiano publicou um projeto de lei chamado Digital Duty of Care, que inclui a iniciativa "My Feed, My Way". Segundo a proposta, as plataformas passariam a avisar tanto usuários novos quanto atuais sobre a possibilidade de escolher entre um feed ordenado por algoritmo e um feed cronológico, que mostra apenas as contas que eles seguem. O projeto também reforça a proteção de menores de idade contra conteúdo prejudicial e recursos de design que estimulam comportamentos aditivos.

    O chefe do Instagram, Adam Mosseri, reagiu afirmando que o engajamento dos usuários cai até 50% depois que eles mudam para o feed cronológico, já que ele rapidamente se enche de contas de empresas e veículos de mídia, que são os que publicam com mais frequência. Para marcas e profissionais de marketing, esse é um sinal importante para o futuro: se uma regulamentação parecida chegar a outros países, o alcance puramente algorítmico deixará de ser garantido, e o conteúdo orgânico vai precisar se sustentar sozinho, sem a ajuda de um sistema de recomendação.

    Apple apresenta seu primeiro iPhone dobrável, e o evento gera uma onda de conteúdo em todas as redes

    No evento "Surprise and Shine", no dia 9 de setembro, a Apple lançou o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, junto com os modelos iPhone 18 Pro e Pro Max. As pré-vendas da linha padrão 18 Pro começaram já no dia 11 de setembro, enquanto as do iPhone Duo só começam em 16 de outubro, com disponibilidade a partir de 23 de outubro.

    Para as redes sociais, foi um exemplo clássico de como o lançamento de um único produto consegue inundar os feeds de várias plataformas por dias, entre resenhas divididas, memes sobre uma "crise" de design e os primeiros unboxings. Para marcas de outros setores, é um lembrete de que grandes lançamentos de produtos continuam funcionando como um gancho natural para conteúdo de reação e comparação, mesmo quando o assunto não tem nada a ver com o seu segmento.

    Instagram Edits agora também faz carrosséis e fotos estáticas, não só Reels

    O Instagram ampliou seu aplicativo Edits, até então voltado principalmente para edição de Reels, para permitir também a criação e edição de fotos estáticas e carrosséis com até 20 slides. A novidade começou a ser liberada gradualmente entre os usuários nos dias 9 e 10 de setembro, transformando o Edits de uma ferramenta puramente de vídeo em um espaço de criação mais completo.

    Para pequenas empresas e equipes de marketing, isso significa um aplicativo a menos no processo de criação de conteúdo: em vez de alternar entre Edits, Canva e a galeria de fotos, agora dá para montar a publicação inteira, incluindo o carrossel, em um só lugar.

    O que aconteceu no US Open e por que Wimbledon não vai abrir as portas para influenciadores

    Neste ano, o US Open abriu bastante as portas para criadores de conteúdo: cerca de 100 influenciadores receberam credenciamento, o dobro do ano anterior. A aposta valeu a pena em termos de alcance, mas também trouxe problemas: um grupo de criadores gravando com ring lights atrapalhou a partida de Naomi Osaka, o jogo precisou ser interrompido, e jogadoras como Osaka e Coco Gauff pediram publicamente mais respeito pela etiqueta do tênis. A USTA chegou a cancelar a credencial de duas influenciadoras por violarem as regras.

    Como resposta, o All England Lawn Tennis Club anunciou que Wimbledon 2027 não vai criar uma categoria de credenciamento específica para influenciadores e criadores de conteúdo. Assim, os criadores só poderão entrar no torneio com um ingresso comum, como qualquer outro espectador, sem acesso especial aos bastidores. O torneio também confirmou que vai confiscar equipamentos como ring lights caso possam atrapalhar o jogo, e que os termos dos ingressos para 2027 já proíbem explicitamente qualquer transmissão "ao vivo ou quase ao vivo" de áudio ou vídeo das partidas.

    Analistas destacaram nesta semana que se trata de três abordagens diferentes que os grandes eventos esportivos vêm adotando em relação aos criadores de conteúdo: o US Open ampliou bastante o acesso deles neste ano, o programa da FIFA com o TikTok na Copa do Mundo deu a eles um papel bem definido (onde podem ir, o que podem filmar), enquanto Wimbledon descartou totalmente criar uma categoria especial. O que vem a seguir ainda não está claro: nem o US Open nem outros grandes torneios se manifestaram oficialmente sobre possíveis mudanças nas regras para 2027, então é provável que um debate parecido (e talvez regras mais rígidas) chegue também a outros eventos que ainda estão começando a se abrir para criadores de conteúdo.Para marcas que investem em patrocínio esportivo e em parcerias com influenciadores, esse é um lembrete importante: o acesso a conteúdo de criadores varia muito de um evento para outro e pode mudar de um ano para o outro, e a etiqueta e o briefing para criadores estão cada vez mais virando parte padrão do contrato, e não apenas uma recomendação opcional.

    Nas quatro novidades desta semana, dá para ver o mesmo padrão: quem controla a atenção do público, seja um algoritmo, uma plataforma ou o organizador de um evento, é cada vez mais uma questão política e também comercial. Seja a escolha do feed, um novo hardware, uma ferramenta de criação de conteúdo ou as regras para criadores em um grande evento, a base continua sendo a mesma: hoje, transparência e regras bem definidas são mais valorizadas por plataformas e organizadores do que nunca.

    Carl for Social

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